“A verdade é incontestável. A malícia pode atacá-la, a ignorância pode zombar dela, mas no final ela permanece.”
— Winston Churchill
Temos que ter no pensamento que a verdade sempre será a verdade. Interpretações da verdade, meias verdades, nada mais são do que uma narrativa — uma tentativa de defender pontos de vista à custa de um bem sagrado, que é a verdade.
Hoje, no nosso país, temos notado uma crescente de situações em que a verdade não prevalece, mas sim brigas ou defesas de situações baseadas em uma guerra, numa ideologia, numa convicção pessoal íntima. Não se constrói uma grande nação, um grande povo, sem o respeito à verdade.
Narrativas e construções são, sim, eficientes para dizimar pensamentos, para o controle de massas e também para a conquista do poder. É lamentável que assim seja.
Por isso, precisamos lançar luz sobre essa realidade, para que as pessoas entendam que, mais importante do que qualquer ideologia ou qualquer discurso enfático, é a verdade. Somente a verdade pode trazer a cura de um país, pode levá-lo a ser uma nação com real preocupação civilizatória, com compromisso humanístico e com a dignidade e a honra do seu povo.
Assim, para a formação do espírito de uma nação de grandeza, precisamos, mais do que tudo, mudar o pensamento. Precisamos, acima de tudo, que todos cultivem um espírito crítico — sim — mas um espírito crítico centrado na verdade. A crítica disfarçada de acusação, disfarçada de meia-verdade, não trará paz nem pacificação ao país, não trará crescimento civilizatório.
Não tenho todas as verdades, mas tenho no fundo da alma uma certeza: os juízes Brasileiros não são o problema dessa nação.
Em sua arrasadora maioria, são comprometidos com a grande responsabilidade de julgar, aprovados em concursos rigorosos, submetidos a controles extremos e com várias restrições de direitos, que não são comuns a outras carreiras.
Portanto, defendo aqui que, acima de tudo, o espírito do povo seja sempre nutrido disso: da mais pura verdade — que trará a justiça, a paz e a honra ao seu povo.
“Três coisas não podem permanecer ocultas por muito tempo: o sol, a lua e a verdade.”
Murilo Vieira de Faria, desembargador
— Buda