14/05/2020

Homenagens e palestras

Mesmo com afastamento social, Asmego comemora o dia das mães virtualmente

Homenagens e palestras

"A carreira da magistratura de uma juíza mãe é sempre desafiadora. Isso não nos impede de exercer com maestria e valorizar nosso tempo como mães. Todas as mães, magistradas, aposentadas, pensionistas, esposas dos juízes enfrentaram e continuam enfrentando desafios. Todas têm a sua história com a maternidade para contar. A maternidade é nossa atuação mais desafiadora e conciliar com a nossa atividade profissional nos exige muita paciência, inteligência emocional e tempo. E temos enfrentado com afinco e com muito amor no coração. Feliz Dia das Mães!".

As palavras da presidente da Asmego, Patrícia Carrijo, traduzem a coragem, o carinho, a força e o respeito que as mães representam, em especial, as que exercem a magistratura.

A mensagem da presidente foi uma parte do compilado de homenagens que a Associação dos Magistrados do Estado de Goiás preparou para as mamães juízas no dia 10 de Maio. Entre as honras, está um vídeo inspirador que reúne três gerações de mães magistradas. Na produção, Patrícia Carrijo, ao lado dos filhos, a juíza aposentada Helena Brenner da Rocha e Silva e a desembargadora Sandra Regina Teodoro Reis contaram suas opiniões e sentimentos acerca da experiência de aliar a profissão com a criação dos filhos.

Além disso, como forma de representar as associadas, a Asmego publicou, em sua rede social, depoimentos reais de magistradas goianas relatando o que as move e motiva na dupla jornada.

Mãe de duas filhas adolescentes, Cecília, 15 anos, e Letícia, 14 anos, a juíza Sirlei Martins da Costa disse que ambas as atividades, mãe e juíza, exigem uma constante busca por aprimoramento, aprendizagem e equilíbrio. “O que me permite alcançar este objetivo, tanto na maternidade quanto na magistratura, é o amor que me move e me motiva por ambas funções”, concluiu a magistrada, que atualmente exerce a função de juíza auxiliar da presidência do Tribunal de Justiça de Goiás.

Já para a juíza Nina Sá Araújo, titular da 1ª Vara Criminal de Anápolis e mãe de Otávio, três anos, se tornar mãe e juíza "representa grandes sonhos realizados".

Para a magistrada Raquel Rocha Lemos, mãe de João, 14 anos, a força que a maternidade traz faz com que ela exerça a magistratura com mais afinco, perseverança e obstinação para servir de exemplo para o filho e se tornar uma mãe melhor.

Atualmente, juíza na comarca de Araçu e prestando serviço na 2ª vara de Precatória de Goiânia, Denise Gondim de Mendonça é mãe de Pedro, 15 anos e, segundo ela, "Ser mãe de uma criança especial, me fez ser uma pessoa e profissional mais compreensiva e, com certeza, uma pessoa melhor", conta a juíza, há 18 anos na magistratura.

A juíza Aline Tomás também fez parte da homenagem. Mãe de duas crianças, Valentina, 10 anos e Romero, sete anos, ela considera que ser magistrada e mãe demanda disposição e desenvoltura para conciliar a dupla jornada. "Diferentemente de outras profissões, não podemos traçar um paralelo e sermos profissionais em horário comercial e mães fora do expediente. A magistratura nos demanda 24 horas do dia, concomitantemente ao nosso exercício da maternidade.", expõe. Ela acredita na perspicácia e empenho das magistradas para exercer as duas funções. "Aí está nosso maior desafio: sermos as melhores mães que podemos e queremos ser, mantendo a excelência em nosso ofício", conclui a magistrada, atualmente juíza da 2a Vara de Família de Anápolis.

Dando continuidade nas comemorações, a Asmego promoveu uma campanha pedindo que as magistradas enviassem fotos com seus filhos ou mães para a produção de uma homenagem. As imagens enviadas constituíram um vídeo com versos do poema "Colo de Mãe", da escritora Rafaela Carvalho . A homenagem foi enviado por WhatsApp e postada no site e nas redes sociais da associação.

Verso do poema Colo de Mãe :

No colo da mãe cabe um porto.
Uma ponte, um caminho, uma ferrovia.
É passagem para onde mora toda calmaria.
No colo da mãe cabe o que não tem espaço no coração.
E se extravasa o que parece não ter solução.
No colo da mãe o mundo desabafa, desmonta, e se reconstrói.
É lá onde os caquinhos já não doem.
Colo de mãe é continuação de nós, como um pedaço da gente.
É lá que elas fazem dos filhos inteiros novamente.


Palestras virtuais

Em tempos de pandemia, a Asmego também optou por encontros virtuais para comemorar a data ao lado das associadas. A organização promoveu, por meio do aplicativo ZOOM, palestras com profissionais renomados para que as magistradas pudessem relaxar, aprender, ouvir e rir juntas.

Os eventos online foram pensados pela presidente da Asmego Patrícia Carrijo em conjunto com a diretoria social , comandada pela juíza Raquel Lemos. "Como estamos passando pela questão do isolamento social, pensamos sobre como comemorar a data e chegamos a conclusão que o melhor seria uma live, para não colocar ninguém em risco. Patrícia sugeriu os temas e as palestrantes e a diretoria social organizou para que as magistradas tivessem um momento de descontração e ao mesmo tempo de informação.", explicou Raquel .

No encontro do dia 08 a consultora de imagem e estilo Estela Daia ofereceu dicas e truques sobre linguagem visual e etiqueta para videoconferências em homeoffice. No dia 12, a psicóloga e escritora Virgínia Suassuna palestrou sobre a autoestima em tempos de pandemia, abordando sobre o papel profissional e materno, autoconhecimento e inteligência emocional.

"A primeira palestra foi um tema mais leve, para a mostrar a importância da conservação da imagem pessoal mesmo durante a pandemia. O encontro com a psicóloga foi para que nós, mães e mulheres, pudéssemos enfrentar esse momento de uma maneira mais leve, mais inteligente. Reunimos esposas de associados, aposentadas e magistradas.", comentou a diretora social Raquel Lemos.

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