30/12/2021

Artigo: Trabalho pela igualdade

Trabalhamos e trabalharemos ainda mais pela autonomia e independência do Judiciário

Artigo: Trabalho pela igualdade

A escritora francesa Simone de Beauvoir, considerada uma das maiores representantes da luta pela igualdade entre homens e mulheres, é a criadora da frase "É pelo trabalho que a mulher vem diminuindo a distância que a separava do homem, somente o trabalho poderá garantir-lhe uma independência concreta". Essa magistral afirmativa compreende uma pedagogia capaz de se ramificar até ser a provedora da luta pela equidade e paridade de gêneros, a ocupação de espaços e a validação de direitos da mulher, por meio do trabalho, aqui entendido no sentido de constância e não somente no de prática laboral.


As mulheres, sobretudo as que ocupam postos de destaque em uma sociedade ainda tão separatista, vivenciam diariamente situações que as lembram da importância desse trabalho.


Após mais de 50 anos de existência, a Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (Asmego) elegeu a primeira mulher presidente. Sinto-me muito honrada por protagonizar essa conquista da nossa respeitada associação, ao tempo em que me caiu nos ombros a responsabilidade de representar o quanto podem as mulheres. Sou extremamente grata aos associados pela confiança que auferi durante toda a gestão que se encerra em janeiro de 2022 e agora novamente, tendo sido reeleita.


Foram muitas as conquistas da nossa associação. Começamos por alcançar a Lei de Simetria, uma das mais sonhadas, que deu aos magistrados conformidade com os membros do Ministério Público. E, depois dela, muitas outras vieram. Mais recentemente, conseguimos do governador Ronaldo Caiado a doação da área ocupada pela nossa sede social.


A Asmego também foi pioneira ao ser a responsável pela criação de uma lei em Goiás. A Lei Sinal Vermelho, que auxilia mulheres vítimas de agressão doméstica, é um significativo avanço social e foi sugerida pela associação e apresentada pelo presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, o deputado Lissauer Vieira.


Mas o maior dos desafios ainda está latente e continuamos a trabalhar para combatê-lo. Sabemos que o Judiciário não é ainda compreendido pela sociedade e, em alguns casos, por membros de outros poderes, como de fato merece. Nossa resposta tem sido dada com, também, trabalho. O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, nos últimos três anos, tem encabeçado o ranking de produtividade do relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Estamos no topo quanto ao quesito celeridade na prestação jurisdicional, além de nos destacarmos pela agilidade e implantação de ferramentas eletrônicas.


Importante destacar ainda que, desde sempre, trabalhamos e trabalharemos ainda mais pela autonomia e independência do Judiciário. É para isso que, novamente, coloquei meu nome à disposição para, mais uma vez, gerir a Asmego.


*Patrícia Carrijo é juíza e presidente da Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (Asmego)

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