O presidente da ASMEGO, Átila Naves Amaral recebeu ontem (8) a tarde, na sede da associação, o presidente da Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB), Elézer Lemes da Silva (direita). O objetivo da reunião foi firmar um convênio entre as duas entidades para que os associados da ASMEGO possam usufruir das instalações do clube da AABB, em Goiânia. A adesão ao convênio não implicará em ônus para o associado.Também participaram da reunião, o diretor financeiro, João Batista Fagundes e o diretor de clubes e pousadas da ASMEGO, Roberto Horácio Rezende. O acordo visa suprir a lacuna deixada pela locação do Clube Social dos Magistrados, situado na Vila Maria Dilce.
O Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a existência de repercussão geral no Recurso Extraordinário (RE) 608880, em que se discute a responsabilidade de estado – no caso, o de Mato Grosso – por crime de latrocínio cometido por detento que cumpria pena em regime semiaberto.Sob relatoria do ministro Marco Aurélio, o RE foi interposto pelo governo mato-grossense contra decisão do Tribunal de Justiça daquele estado (TJ-MT), que responsabilizou a administração estadual pela morte decorrente do latrocínio cometido por detento sob sua custódia e condenou o governo estadual a indenizar a família do falecido pelos danos morais e materiais sofridos, bem como ao pagamento de pensão.Em sua decisão, o TJ-MT entendeu que o estado foi omisso na vigilância do preso, condenado a cumprir pena em regime fechado e já havia fugido duas vezes para cometer novos crimes. Segundo aquela corte, ante esse histórico criminal do autor do latrocínio, existia para a administração estadual o dever de zelar pela segurança dos cidadãos em geral. O tribunal considerou, também, ser incontroverso o dano causado, bem como o nexo de causalidade entre o crime e a conduta omissiva do estado, que deixara de exercer o devido controle do preso sob sua custódia.AlegaçõesNo Recurso Extraordinário interposto contra essa decisão na Suprema Corte, o governo mato-grossense contesta o entendimento do TJ-MT. Segundo ele, não existe nexo entre a fuga do preso e o ato por ele praticado, tendo em vista que ele se evadiu do presídio em novembro de 1999 e, três meses depois, em fevereiro de 2000, praticou o latrocínio. Assim, alega, o crime deve ser considerado ato de terceiro, capaz, por si só, de excluir a responsabilidade do estado em indenizar a família da vítima.Alega, além disso, que a manutenção da condenação representa impacto significativo para os cofres públicos e destaca a importância jurídica do debate sobre os limites da responsabilidade estatal.A parte contrária no recurso e autora do pedido inicial de indenização (filhos da vítima) insiste no acerto do acórdão (decisão) do TJ-MT de responsabilizar a administração estadual, lembrando que o autor do latrocínio era rebelde contumaz, cumpria pena em regime fechado e fugiu duas vezes para cometer novos crimes, cada vez mais graves.Repercussão geralAo se pronunciar pela repercussão geral da matéria, o relator, ministro Marco Aurélio, disse que “a controvérsia dirimida pelo Tribunal de Justiça do estado de Mato Grosso extravasa, em muito, os limites subjetivos do processo com o qual se defrontou, podendo repetir-se em vários outros processos”.“Está-se diante da definição do alcance do artigo 37 da Carta Federal quanto aos fatos, incontroversos, envolvidos na espécie”, observou o ministro. “No Brasil, a responsabilidade do Estado ainda não mereceu atenção maior. Cumpre ao Supremo defini-la, considerado o direito constitucional posto”.
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 7807/10, do Senado, que obriga o endossante a pagar a prestação de títulos de crédito – como responsável solidário pela dívida –, se o devedor não o fizer. A proposta altera o Código Civil (Lei 10.406/02), que exime o endossante do cumprimento da obrigação do título.O autor, senador João Alberto Souza (PMDB-MA), lembra que o tema faz parte da Convenção de Genebra, segundo a qual o endossante, salvo cláusula em contrário, é abonador tanto da aceitação como do pagamento da letra.Nota promissóriaA favor de seu projeto, João Alberto argumenta ainda que o Brasil é signatário de uma convenção internacional para a adoção de uma lei uniforme sobre a letra de câmbio e a nota promissória.Ele afirma que, "em uma economia globalizada, na qual é necessária a uniformidade entre as leis que regem o comércio mundial, constitui atraso um dispositivo legal que prevê regra antagônica à maior parte da legislação que regula a responsabilidade do endossante".Tramitação O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado apenas pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.Íntegra da proposta:PL-7807/2010
A Corregedoria-Geral da Justiça de Goiás (CGJGO) promoverá cursos de aperfeiçoamento para os assessores de correição (inspetores) ao longo do biênio 2011/2012, de forma sistêmica e periódica. A primeira etapa do curso está programada para esta quarta-feira (09/02), no Auditório Fenelon Teodoro Reis, situado no prédio do Fórum Criminal de Goiânia.A abertura do evento será feita pela corregedora geral da Justiça, desembargadora Beatriz Figueiredo Franco, a partir das 8 horas, e contará com a colaboração do diretor do Foro de Goiânia, juiz Donizete Martins de Oliveira e dos juizes auxiliares da CGJGO, Carlos Magno Rocha da Silva, Carlos Elias da Silva e Wilson da Silva Dias. No primeiro encontro, será debatida uma nova proposta de atuação dos assessores correicionais nas inspeções e correições, com enfoque nos eixos de atuação cível, criminal, infância e juventude e cartórios extrajudiciais, tudo em consonância com o que determina o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A ideia é de que nos próximos encontros sejam convidados palestrantes de outros tribunais e do próprio CNJ com o propósito de dar maior eficiência aos trabalhos correicionais, modernizando todo o sistema.
A corregedora-geral da Justiça, desembargadora Beatriz Figueiredo Franco prorrogou até quinta-feira (10/02) o prazo para que seja alimentado o Sistema de Docência dos Magistrados, disponibilizado no site do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO). A medida visa dar cumprimento à Resolução nº 34, do CNJ, que dispõe sobre o exercício de atividades do magistério pelos integrantes da magistratura nacional. Mesmo os juízes que não exercem os magistério tem de alimentar o sistema.
A Biblioteca Digital Jurídica do STJ (BDJur) é a 17ª colocada no ranking dos melhores repositórios institucionais do mundo, elaborado pelo Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC), entidade de pesquisa do governo espanhol. A avaliação de janeiro de 2011 analisou 1.120 repositórios institucionais de informação de todo o mundo. Na avaliação de julho de 2010, a BDJur havia conquistado a 71ª posição.O CSIC, entidade vinculada ao Ministério de Educação espanhol, é o maior órgão público de pesquisa da Espanha e o terceiro maior da Europa. O ranking, que visa incentivar o compartilhamento de informações científicas e medir o sucesso dos repositórios de dados, foi elaborado com base nos seguintes critérios: tamanho do repositório, que levou em conta o número de itens rastreados pelos maiores buscadores web; visibilidade, que considerou o número total de links externos rastreados; número de arquivos em formato Acrobat (.pdf) extraídos das pesquisas do Google e Yahoo; e número de itens publicados na base Google Scholar.A BDJur é um repositório institucional de documentos jurídicos, dispondo em sua base de dados de atos administrativos, obras doutrinárias, produções institucionais, teses, dissertações, decisões jurisprudenciais, palestras e discursos. No ranking, a BDJur foi o segundo repositório institucional melhor classificado do Brasil, sendo superado apenas pela Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da Universidade de São Paulo.Para ver o ranking, clique aqui.Para acessar a BDJur, clique aqui.Acesso à legislaçãoA biblioteca colocou à disposição dos usuários de sua página na internet o link “Códigos”, permitindo acesso direto ao site da Casa Civil da Presidência da República, que contém, numa mesma página, todos os códigos da nossa legislação. A opção está disponível no menu “Serviços” da página da biblioteca, que pode ser acessada pelo menu esquerdo da página inicial do site do STJ.A iniciativa é mais uma ferramenta de pesquisa à disposição dos usuários, que agora podem, em poucos cliques, ter acesso ao principal banco de dados da nossa legislação.Para acessar a página de Serviços da Biblioteca, clique aqui.
A Escola Nacional da Magistratura (ENM) deu mais um passo para ampliar a proposta de Ensino à Distância (EaD) promovida pela Instituição.Na última semana, o diretor-presidente da ENM, Roberto Portugal Bacellar se reuniu com o diretor da Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma-PB), Márcio Murilo da Cunha Ramos, para formalizar apoio ao projeto EaD. O objetivo é permitir a transmissão de vídeo-aulas para juízes de todo Brasil. Eles serão atendidos em seus foros, nas escolas de magistratura e até em suas residências por meio virtual. Segundo o desembargador Márcio Murilo, iniciativas como essas devem ter a aprovação e a participação das escolas de magistratura. “Essa ação será bastante vantajosa para Escola, pois possibilitará a implementação de importantes cursos para o aprimoramento dos magistrados”, disse. A Esma-PB já possui convênio com a Escola Paulista da Magistratura (EPM) e está concluindo a primeira turma de EaD com o curso de Direito do Consumidor, para magistrados. Há, ainda, a formalização de parceria com a Escola da Magistratura do estado do Rio de Janeiro (Emerj). Bacellar ressaltou a tradição da Escola Nacional em colaborar com o desenvolvimento da Magistratura brasileira. Ele citou a integração, no projeto de ensino à distância, da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam) e da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho (Enamat).
Ao completar quatro anos de funcionamento neste mês, o Sistema de Processo Eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (E-CNJ) vai passar por um aperfeiçoamento para incorporar a certificação digital no trâmite processual. Para Marivaldo Dantas, juiz auxiliar da Presidência do CNJ, o uso do certificado digital nos padrões da ICP-Brasil representa uma grande evolução para o sistema. Atualmente, o acesso é por meio de login e senha.O sistema já se consolidou. Agora precisa incorporar novas tecnologias. “O processo eletrônico é algo sem volta, sem retorno”, afirma Dantas. Graças à tecnologia, os conselheiros do CNJ podem despachar processos de qualquer lugar, inclusive de outros países. Mas os advogados, para entrar com processo, precisam fazer um precadastro no sistema e depois comparecer a um tribunal para confirmar o cadastro. Com a certificação, isso acaba.Nesses quatro anos, foram autuados 25,3 mil processos no E-CNJ, mas somente 3.484 deles estão em tramitação. O sistema registra uma média de 12 mil acessos diários e 7.295 usuários cadastrados.Com a implantação do sistema em fevereiro de 2007, o CNJ eliminou o uso de papel em processos, o que representa economia significativa de recursos. Segundo Giscard Stephanou Silva, chefe do Departamento de Tecnologia da Informação do CNJ, o processo eletrônico com maior volume de informações, se fosse impresso, resultaria em 115 volumes de 200 páginas cada.
A descoberta pelo Ministério Público Federal no Mato Grosso do Sul de um plano para assassinar magistrados federais naquele estado, levou o presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Gabriel Wedy, a antecipar para esta segunda-feira (7/2), às 18h30, em caráter de urgência, a reunião com o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, a fim de encontrar soluções para o problema das constantes ameaças a juízes. Em seguida, os dois discutirão o tema em audiência com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, marcada para as 19h30.Na última quinta-feira (3/2) foi descoberto um plano para eliminar juízes federais, depois que o Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul pediu, à Justiça Federal, a transferência do bombeiro Ales Marques, que está detido no Presídio Militar de Campo Grande. O MPF quer que ele seja enviado para um estabelecimento penal federal de segurança máxima, preferencialmente fora do estado. Segundo registra a assessoria de imprensa da Ajufe, apenas em um intervalo de 30 dias, entre os meses de agosto e setembro do ano passado, três juízes federais foram vítimas de violência e o Juizado Especial Federal de Mogi das Cruzes (SP) foi invadido por um homem armado que desferiu tiros que atingiram um segurança do Tribunal.
A reforma do Código de Defesa do Consumidor (CDC) também figura entre as prioridades do Congresso Nacional para 2011. Os trabalhos da comissão de juristas encarregada da atualização da Lei nº 8.078/90 deverão ser retomados ainda este mês. A informação foi repassada pelo secretário da comissão, Gláucio Pinto, que tem conversa marcada com o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Herman Benjamin - que a preside - nesta segunda-feira (7), para a definição das próximas tarefas.De acordo com Gláucio Pinto, já estão previstas reuniões da comissão - ainda sem data - com representantes de entidades ligadas à defesa do consumidor em São Paulo e no Distrito Federal. A fase de audiências públicas pelo Brasil - reunindo diversos segmentos da sociedade civil - poderá ser iniciada em março, quando a comissão já deverá ter alinhavado algumas idéias e propostas para discussão.Três temas vão nortear essa revisão do CDC: superendividamento e crédito ao consumidor, comércio eletrônico e ritos processuais envolvidos na defesa do consumidor. Indicada relatora-geral dos trabalhos, a professora Cláudia Lima Marques cuidará das questões ligadas ao endividamento e crédito. As vendas pela internet serão analisadas por Leonardo Bessa, promotor do Distrito Federal especialista em serviços financeiros, e Roberto Pfeiffer, diretor do Procon de São Paulo. O viés processual presente nas relações de consumo será estudado pela também jurista Ada Pellegrini Grinover.Criada em dezembro de 2010, a comissão especial de reforma do CDC deverá funcionar até junho próximo. A iniciativa de revisão de mais este código - o Senado formou comissões de juristas para atualizar o Código de Processo Civil (CPC), o Código de Processo Penal (CPP) e o Código Eleitoral - partiu do presidente da Casa, senador José Sarney (PMDB-AP)."O sucesso do CDC é razão para inspirar um permanente esforço de aperfeiçoamento legislativo, sempre no sentido de fazer avançar e de ampliar os direitos do consumidor, jamais de retroceder na quantidade, qualidade ou grau dos que já lhe são assegurados presentemente", comentou José Sarney durante a instalação desta comissão.Naquela ocasião, o presidente do Senado e o ministro Herman Benjamin reconheceram a importância de o CDC normatizar as mudanças nas relações de consumo ocorridas ao longo de seus 20 anos de vigência, como o comércio virtual, a ampliação do crédito ao consumidor e a conseqüente elevação do endividamento.Herman Benjamin também defendeu o fortalecimento da atuação dos Procons como conciliador e mediador dos conflitos de consumo, dispensando, assim, a intervenção do Judiciário."Não é possível que cada conflito de consumo seja levado aos tribunais brasileiros", desabafou o ministro.Atualmente, a estimativa é de que 20% a 30% dos recursos da Segunda Seção do STJ, encarregada de julgar matérias de direito privado, digam respeito a questões de consumo.
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 7966/10, do Senado, que amplia de 90 para 180 dias o prazo para o registro civil do casamento religioso e da eficácia do certificado de habilitação para o casamento. A proposta altera o Código Civil (Lei 10.406/02).Conforme o código, o casamento religioso equipara-se ao civil, desde que obedeça às exigências legais, que incluem o registro em cartório.De acordo com o autor, senador Valdir Raupp (PMDB-RO), com a atual semelhança entre o casamento civil e a união estável, não há sentido em um prazo tão curto para o registro do casamento religioso, pois os nubentes de hoje já não são compelidos ao casamento pela intolerância social contra uma união informal – preconceito que não existe mais.“Diante da liberdade de opção pela formação das famílias, deixou de existir tamanha urgência, pevista no Código Civil de 1916, e que serviu ao século passado, mas que se mostra injustificável no Código Civil de 2002”, disse o senador.TramitaçãoA proposta, de caráter conclusivo, tramita em regime de prioridade e será analisada apenas pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
A Câmara analisa o Projeto de Lei 8039/10, do Poder Executivo, que permite a proposição de ação civil pública para responsabilizar a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios por atos ou omissões que comprometam ou ameacem o direito à educação básica pública. A ação civil pública é um instrumento processual empregado na defesa de interesses da coletividade. A proposta acrescenta um artigo à Lei 7.347/85, que disciplina o assunto.Segundo o projeto, a ação poderá ser proposta para assegurar o cumprimento das obrigações constitucionais e legais relativas à educação básica pública; e para garantir a execução de convênios, ajustes e termos de cooperação celebrados entre os entes federados. Esse tipo de ação, no entanto, não poderá ter como objeto a garantia de metas de qualidade de ensino.Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, são necessários mecanismos mais efetivos para garantir os compromissos com a educação, e ainda instrumentos de responsabilização por eventual falta de empenho dos gestores. O ministro afirma que os mecanismos atuais, como interrupção de repasses, tomada de contas e restituição de verbas, punem ainda mais o município ou estado já prejudicado pela omissão ou má gestão.Percentuais de repasseA nova modalidade de ação poderá ser proposta, por exemplo, quando não houver repasse mínimo de impostos para a educação. A percentagem mínima é de 18% para a União e de 25% para estados, Distrito Federal e municípios."O balanço que o Ministério da Educação tem dos últimos anos demonstra que mais de 20 estados não cumprem a regra constitucional de aplicação dos 25% na educação”, diz o deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), que foi presidente da Comissão de Educação e Cultura na legislatura passada.O procurador federal Roberto Giffoni esclarece que, na prática, o Ministério Público já pode cobrar o cumprimento dessas obrigações por meio de ação civil pública. E as penalidades podem incluir o ressarcimento do prejuízo, a perda de cargo público ou de direitos políticos.Legislação atualA Lei 7.347/85, no entanto, prevê a possibilidade de ingresso de ação civil pública em casos de danos morais e patrimoniais:- ao meio ambiente;- ao consumidor;- à ordem urbanística;- a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico; - por infração da ordem econômica e da economia popular.A lei considera legítimos para propor a ação civil pública: o Ministério Público; a Defensoria Pública; a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios; as autarquias, as empresas públicas, as fundações ou as sociedades de economia mista; e as associações constituídas há pelo menos um ano e que tenham entre suas finalidades institucionais as razões passíveis de ação civil pública.TramitaçãoA proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
A designação de magistrados para funções auxiliares, com observância ao que dispõe a Resolução nº 72/2009, do Conselho Nacional de Justiça, foi objeto de solicitação formulada pela ASMEGO, em expediente endereçado ao presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, subscrito pelo presidente da Associação, juiz Átila Naves Amaral, pelo vice-presidente da AMB, juiz Jerônymo Pedro Villas Boas, e pelo juiz Levine Raja Gabaglia Artiaga, Diretor de Assuntos Institucionais e Legislativos da Associação.No expediente, a ASMEGO observa que o tema já foi objeto de requerimento feito pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) que, inconformada com o que chamou de "eternização de convocação de juízes assessores", fez lembrar o disposto no parágrafo 4º, do artigo 5º da citada Resolução, a seguir transcrito: "- Art. 5º. A convocação de juízes de primeiro grau para auxílio a tribunais e juízes de segundo grau ou desembargadores dar-se-á sempre em caráter excepcional e quando justificado acúmulo de serviço o exigir. [...] Parágrafo 4º - A convocação de juízes que não ostentem a condição legal de substitutos de segundo grau não excederá de um (1) ano, podendo ser prorrogada uma vez, caso persista o caráter excepcional que a ocasionou."Segundo a ASMEGO, a norma editada contempla todos os critérios de ordem objetiva que devem ser observados quando das convocações, principalmente no que se refere ao prazo, parâmetro este a ser rigorosamente cumprido, com a relevante finalidade de não comprometer a regular prestação jurisdicional.Nesse sentido, manifestou-se também o Conselheiro Ministro Ives Gandra, ao analisar o mérito da Resolução nº 72/2009, no Pedido de Providências 200810000011015, destacando que o disposto no parágrafo 4º da citada Resolução "assenta prazo perfeitamente aplicável à convocação do 'juiz assessor', uma vez que não se dirige, literalmente, aos juízes convocados para substituir magistrado de Tribunais, só podendo se reportar, por lógica, à outra situação de convocação vertida no caput do dispositivo, a saber, a de auxílio a tribunais".Por outro lado, salienta a ASMEGO que é vedado não só o acúmulo de função administrativa com a função jurisdicional em 2º grau, mas também o próprio acúmulo de mais uma função administrativa, nos termos do que dispõe art. 7º, parágrafo 2º, da mesma Resolução.Sob esse fundamento, e diante dos clamores da classe que vê com bons olhos a alternância de que trata a matéria em questão, é que a Associação dos Magistrados de Goiás solicitou ao presidente do TJGO o imediato cumprimento da Resolução nº 72/2009, do CNJ, com a convocação de magistrados de 1º grau para auxiliar no âmbito do Tribunal de Justiça, que preencham os requisitos objetivos e temporais, ainda que os atuais auxiliares da Corregedoria e do Tribunal sejam reconhecidamente colegas do mais alto valor e merecedores das atribuições contidas em convocações dessa natureza.[Clique aqui e acesse o inteiro teor do expediente]
Um grupo de juízes auxiliares da Presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) visitou, na última semana, Nova Friburgo e Teresópolis, palcos da recente catástrofe por causa das chuvas, no Rio de Janeiro, com o objetivo de colher informações para a o estabelecimento de padrões de procedimentos da Justiça diante de grandes tragédias. O grupo de trabalho foi criado em caráter de emergência pela Portaria nº 8 do presidente do CNJ, ministro Cezar Peluso, que determinou a elaboração de um código nacional de condutas “para situações de desastres ambientais”.A experiência acumulada pelo Poder Judiciário do Rio servirá de subsídio para o estabelecimento de rotinas e providências para administrar situações de crise. Na avaliação do grupo de trabalho, coordenado pelo conselheiro Paulo Tamburini, a atuação dos juízes da região foi exemplar, embora tenham agido de improviso já que os tribunais não dispõem de planos de ação para situações de emergência.Em Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis os juízes tiveram que trabalhar na identificação visual de corpos, requisitar bens particulares, solucionar problemas das crianças que perderam seus pais no desastre e de crianças perdidas. Determinaram, ainda, a exumação de corpos para abrir vagas nos cemitérios. Ou seja, participaram ativamente, junto com as outras instituições, na administração da calamidade.A intenção é replicar a experiência, instituir o código de procedimentos, preparar os juízes para situações de adversidade e criar nos tribunais gabinetes de gestão de crises. Além do preparo para agir em eventuais tragédias, a proposta é que o Judiciário atue, junto com outras instituições, também na prevenção de desastres. Famílias que moram em áreas de alto risco, por exemplo, terão que ser removidas, mas é preciso assegurar a elas moradia em local seguro.
A corregedora geral da Justiça, desembargadora Beatriz Figueiredo Franco, autorizou que seja dado início à segunda fase do Programa Atualizar com a introdução de novos métodos de gestão e rotina nos gabinetes dos juízes, a partir desta segunda-feira (07). A pedido do titular da 4ª Vara de Família, Sucessões e Cível de Goiânia, juiz Antônio Cézar Pereira Meneses, a experiência piloto se dará em seu gabinete.Para trocar ideias e estabelecer metodologias de trabalho e cronogramas de atuação, Antônio Cézar se reuniu na manhã desta sexta-feira (04), com o coordenador-geral do Atualizar e 1º juiz auxiliar da CGJGO, Carlos Magno Rocha da Silva e, ainda, com o assessor setorial de planejamento da CGJGO, Jorge Eremita Teixeira da Silva; servidora da área de planejamento da CGJGO, Eunice Machado Nogueira e coordenador de Qualidade da Secretaria de Gestão Estratégica do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), Luis Maurício Scartezini.O trabalho a ser iniciado na segunda-feira está a cargo da equipe permanente do Atualizar e também dos assistentes de atividade específica da CGJGO os quais, por determinação de Carlos Magno, visitaram o gabinete de Antônio Cézar nesta tarde, para conhecê-lo e traçar as diretrizes do trabalho a ser feito. “Nessa fase, o que queremos é ouvir o magistrado e, a partir de sua experiência e ideias, criar um ambiente de trabalho mais produtivo e organizado, otimizando sua produtividade. Pela minha experiência, todo magistrado deseja organizar gerencialmente seu gabinete mas carece de tempo para isso uma vez que é atropelado pelo grande número de processos que tramitam da escrivania para sua sala”, observou Carlos Magno. Como grande número de juízes já pleitearam a implantação do Atualizar em seus gabinetes, Carlos Magno está solicitando que novos pedidos sejam feitos previamente, pelo email Este endereço para e-mail está protegido contra spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo.. afim de que seja estabelecido um cronograma das implantações.
Com pesar, comunicamos o falecimento de ALANA NAVES AMARAL GUIMARÃES GONTIJO, irmã do presidente da ASMEGO, juiz Átila Naves Amaral. O velório será realizado neste domingo, no cemitério Jardim das Palmeiras, em Goiânia, a partir das 16 horas, mesmo local onde acontecerá o sepultamento, às 20 horas.
Diante do arquivamento da Proposta de Emenda à Constituição n° 46/2008 em janeiro deste ano, a AMB representada pelo vice-presidente de comunicação da entidade, Raduan Miguel Filho e pela diretora-tesoureira, Maria Isabel da Silva, foi nesta sexta-feira (04) ao gabinete do senador Valdir Raupp (PMDB-RO), que se comprometeu apresentar uma nova proposta.A PEC 46, de autoria do ex-senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), trata da integralidade das aposentadorias e pensões da magistratura. A proposta foi arquivada no Senado Federal, já que alguns requisitos do regimento interno daquela Casa Legislativa, não foram cumpridos. “A AMB espera que o assunto tratado na antiga PEC 46 que já foi arquivada seja uma das primeiras a serem reapresentadas porque ela tem uma importância muito grande para a magistratura. A visita foi bastante produtiva porque o senador se comprometeu a colher a assinatura dos 27 senadores para reapresentar a PEC na próxima terça-feira”, disse o magistrado Raduan Miguel Filho.Outro pedido de interesse da Magistratura que também foi feito ao senador refere-se à Proposta de Emenda à Constituição n°21/2008, que visa restabelecer o adicional por tempo de serviço como componente da remuneração das carreiras da magistratura e do Ministério Público. “Pedimos ao senador uma tramitação prioritária da PEC do ATS porque é um anseio de toda a magistratura. A AMB entende que a independência do magistrado passa pela garantia de uma remuneração condigna com o cargo”, explicou a juíza Maria Isabel da Silva.A PEC n° 21 aguarda votação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senador. A matéria inclusive tem parecer favorável do senador Valdir Raupp.Compareceram também a reunião, o primeiro suplente do senador Valdir Raupp, Tomás Correia e o advogado Marcelo Raduan Filho.
O Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul (MPF/MS) pediu à Justiça a transferência do bombeiro Ales Marques, que está detido no Presídio Militar de Campo Grande, para um estabelecimento penal federal de segurança máxima, preferencialmente fora do estado.O pedido foi ajuizado nesta quinta-feira (3/1).Segundo informa a Assessoria de Comunicação da Procuradoria da República em Mato Grosso do Sul, investigações revelaram que Marques, mesmo preso, arquiteta a morte de desafetos e de juízes federais que atuam nos processos nos quais é acusado de liderar quadrilha de tráfico internacional de drogas.Entre outras medidas, o MPF solicitou à Polícia Federal (PF) providências para resguardar a integridade dos magistrados ameaçados.O Ministério Público Federal registra as questionáveis condições da custódia dele no presídio militar, onde está desde julho de 2010. Lá, ele continuou usando celulares livremente.Há notícia da saída dele do presídio em 14 de janeiro deste ano, em uma viatura da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, junto com um capitão e dois policiais militares, para uma “diligência” numa chácara de Campo Grande.Marques - sem algemas ou qualquer identificação da sua condição - e os policiais ingressaram no imóvel, contra a vontade do ocupante e sem mandado judicial, onde passaram a fazer buscas, sem especificar o que procuravam.Ainda segundo o MPF, o fato foi confirmado pela Polícia Federal, que obteve vídeos da ação e colheu dados que reforçaram as suspeitas da existência de planos de Marques para assassinato dos magistrados e de um esquema de corrupção envolvendo a chefia da escolta de detentos do Presídio Militar de Campo Grande.Ales Marques foi preso em flagrante em julho de 2010 e teve a prisão preventiva decretada em outubro de 2010, durante a operação Maré Alta. O MPF denunciou 18 pessoas da quadrilha, inclusive a ex-mulher e os filhos do militar, que também estão presos. Foram apreendidos, com a associação criminosa, quase 80 kg de cocaína.Conforme a denúncia, a quadrilha atuava com foco no abastecimento, em larga escala, a mercados consumidores de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. A cocaína, proveniente do Paraguai, ingressava no Brasil pela fronteira seca entre Pedro Juan Caballero e Ponta Porã. Nesta cidade, a droga era acondicionada em veículos e seguia para o destino.O acusado responde a duas ações penais, por tráfico e associação para o tráfico transnacional e interestadual de drogas, bem como tráfico internacional de arma de fogo. Os processos correm na Justiça Federal de Ponta Porã.